Sou frade franciscano, missionário na Guiné-Bissau desde 1993. Com este blogue quero informar sobre a vida nas nossas missões franciscanas espalhadas em África, em particular na Guiné-Bissau.
sexta-feira, 6 de abril de 2012
Imagens da Via-sacra ao vivo em Brá
A Via-sacra atraiu muita gente também este ano em Brá. O nosso obrigado aos adolescentes que se empenharam muito pelo sucesso da sagrada representação. Uma irmã disse que a Via-sacra deste ano foi comovedora.
quinta-feira, 5 de abril de 2012
As Missionárias da Caridade a Plack-1
No dia 3 de Abril, a nossa comunidade de Plack-1 teve o privilégio da visita das Missionárias da Caridade (= irmãs de Madre Teresa de Calcutá). O motivo desta visita foi o desejo delas de comprar um terreno dentro da cidade, onde construir a sua casa (neste momento elas são hospedes duma casa da diocese). Estavam acompanhadas por uma irmã “conselheira” que estava de visita. Tivemos um encontro com os proprietários mas não houve nenhuma contratação, talvez porque o preço do terreno estava muito alto e elas não estavam na altura de propor um preço alternativo.
Mas o nosso desejo seria que elas possam escolher a nossa paróquia como lugar da sua moradia. Iremos rezar para isso. Elas seriam uma grande bênção para muita gente.
quarta-feira, 4 de abril de 2012
Africa occidentale: prove di democrazia
Non sono un politologo e non pretendo dare lezioni di politica a nessuno. Le mie sono semplici riflessioni a voce alta, nel tentativo di comprendere gli ultimi avvenimenti politici che stanno agitando tre paesi dell’Africa occidentale: il Senegal, il Mali e la Guinea-Bissau. Andiamo per ordine.
1. Il Senegal. Sta uscendo da 12 anni di governo Wade, che all’inizio aveva sollevato tante speranze (il famoso “Sopi”=cambiamento) e si é concluso con la clamorosa sconfitta nelle ultime elezioni. Il nuovo presidente, Macky Sall, sta dando una svolta al paese; i primi segnali vanno in direzione di una decisa rottura con il passato: lotta al clientelismo, alla corruzione, volontá manifesta di voler risolvere la crisi della Casamanse. Il Senegal sta diventando un paese modello in fatto di democrazia per l’Africa occidentale.
2. Il Mali. La giunta militare, pur avendo buone intenzioni, ha avuto il torto di voler rovesciare il presidente Amani Toumani Touré, legalmente eletto. La comunitá internazionale l’ha punita per questo com un “embargo” economico-finanziario che sta giá facendo soffrire tutta la popolazione. Ne valeva la pena? Tanto piú che il pericolo degli estremisti islamici, che stanno penetrando dal Nord, minaccia di far precipitare il paese in un caos totale. Il Mali sta mostrando la fragilitá delle sue istituzioni democratiche.
3. La Guinea-Bissau. Il paese sta passando un momento molto critico. I nostri vescovi sono preoccupati e hanno pubblicato un messaggio chiedendo a tutti i cristiani (e non cristiani) di pregare. Il primo turno delle elezioni (18 marzo) si é concluso con la supremazia di Carlos Domingos Gomes, attuale primo ministro (48, 97 % dei voti), su tutti gli altri candidati. Il suo sfidante piú pericoloso, Koumba Yala, ha raccolto soltanto 23, 36 %, ma rifiuta di accettare i risultati usciti dalle urne e pretende l’organizzazione di nuove elezioni, spalleggiato in questo dagli altri candidati dell’opposizione. Parla di elezioni “truccate”, di frodi “massicce”. Il presidente interino, Raimundo Pereira, ha indetto il secondo turno delle elezioni per il 22 aprile e ha tentato – inutilmente - di riconciliare gli spiriti agitati e di riportare tutti alla ragione. Nel frattempo si registra nel paese la presenza misteriosa di 600 soldati angolani in “missione di servizio”, chiamati da Gomes. Nessuno sa molto bene quello che stanno facendo qui. In questa situazione di grande tensione, alcuni stanno parlando addirittura di un possibile “colpo di Stato”. L’ipotesi non é improbabile, visto che la Guinea-Bissau di colpi di Stato ne ha conosciuti parecchi, tra veri e presunti.
quarta-feira, 21 de março de 2012
Presidenziali: Gomes e Kumba Yala per il secondo turno
Saranno l’ex primo ministro Carlos Gomes Junior e il leader del partito di rinnovamento sociale, Kumba Yala, a contendersi la poltrona di presidente della Guinea Bissau. Lo ha annunciato la Commissione nazionale delle elezioni (Cne) pubblicando i risultati del primo turno delle presidenziali tenutesi domenica.
Secondo i dati diffusi oggi, Gomes – che è candidato del Partito per l’indipendenza della Guinea Bissau e di Capo Verde (Paigc), al potere fin dall’indipendenza dal Portogallo – ha ottenuto il 48,97% delle preferenze, seguito a distanza da Kumba Yala a cui è andato il 23,36% dei voti. In terza posizione si è piazzato il vice-presidente del parlamento, Manuel Serifo Nhamadjo (15,75%), e in quarta l’ex presidente di transizione Henrique Rosa (5,4%). Circa il 55% degli aventi diritto è andato alle urne.
Kumba Yala, Nhamadjo e Rosa – insieme ad altri due candidati minori – ieri avevano chiesto l’annullamento del voto per manifeste irregolarità a favore di Gomes. Una denuncia accompagnata da prove di violazioni non registrate invece dalle missioni di osservatori internazionali secondo cui le operazioni si erano svolte regolarmente.
I candidati hanno adesso 48 ore di tempo per presentare formali ricorsi, se i risultati di oggi saranno confermati si andrà al secondo turno: la data deve essere decisa anche se alcune fonti di stampa internazionale ipotizzano il 22 aprile.
Secondo i dati diffusi oggi, Gomes – che è candidato del Partito per l’indipendenza della Guinea Bissau e di Capo Verde (Paigc), al potere fin dall’indipendenza dal Portogallo – ha ottenuto il 48,97% delle preferenze, seguito a distanza da Kumba Yala a cui è andato il 23,36% dei voti. In terza posizione si è piazzato il vice-presidente del parlamento, Manuel Serifo Nhamadjo (15,75%), e in quarta l’ex presidente di transizione Henrique Rosa (5,4%). Circa il 55% degli aventi diritto è andato alle urne.
Kumba Yala, Nhamadjo e Rosa – insieme ad altri due candidati minori – ieri avevano chiesto l’annullamento del voto per manifeste irregolarità a favore di Gomes. Una denuncia accompagnata da prove di violazioni non registrate invece dalle missioni di osservatori internazionali secondo cui le operazioni si erano svolte regolarmente.
I candidati hanno adesso 48 ore di tempo per presentare formali ricorsi, se i risultati di oggi saranno confermati si andrà al secondo turno: la data deve essere decisa anche se alcune fonti di stampa internazionale ipotizzano il 22 aprile.
quarta-feira, 14 de março de 2012
Falecimento do Fr. Fernando do Carmo Ribeiro
O fr. Fernando do Carmo Ribeiro, franciscano OFM português, faleceu às 2h30 do dia 12 de Março de 2012 no hospital "Pulido Valente", em Lisboa. Foi enterrado no dia 13 de Março. Tinha 71 anos de idade.
Aqui quero apresentar um breve perfil da sua vida para o homenagear e agradecer ao Senhor o dom deste irmão tão talentoso, simples e simpático. O fr. Fernando nasceu em Moçambique em 1940. Entrou muito novo para o noviciado franciscano, fez a sua profissão solene a 11 de Outubro de 1962 e foi ordenado padre a 18 de Julho de 1965. Serviu primeiro a sua terra como coadjutor paroquial, diretor de escola e subdiretor da Radio "Pax". Em 1978 voltou para Portugal e aí ficou trabalhando ao serviço da Ordem e da Igreja local. Em 1990, não obstante a sua débil saúde (ele era diabético), decidiu regressar a África, precisamente para a Guiné-Bissau, onde chegou a 24 de Novembro de 1990. Na missão de Bula desde 14 de Fevereiro de 1992, foi superior e pároco, e ainda mestre dos estudantes professos e, depois, Presidente da Fundação Missionária Franciscana Portuguesa (1993-1999) e membro do conselho da Federação franciscana da África Ocidental. A falta de saúde obrigou-o a regressar a Portugal em 2003, onde integrou a fraternidade de S. José (Silva Carvalho), continuando a prestar valorosos serviços à Província, nomeadamente como definidor provincial (2004-2007). Nos últimos tempos a sua saúde piorou a tal ponto que foi internado na enfermaria provincial e, nos últimos dias, submetido a duas intervenções cirúrgicas no hospital Pulido Valente, onde acabou por falecer.
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| O fr. Fernando (a esq.) e o fr. Renato visitando os frades estudantes da Guiné-Bissau na Costa de Marfim |
Eleições presidenciais na Guiné-Bissau
Dizem, com razão, que os padres não devem entrar em política. É justo. Mas peço a liberdade de apresentar dois candidatos (sobre os nove que estão ainda na corrida) que, no meu parecer, merecem ser conhecidos pelo seu empenho moral e civil neste país.
Trata-se de Luís Nancassa, entre outras coisas nosso paroquiano e “franciscano no coração”, que se apresenta com poucas chances de ganhar, mas que acredita na política como arte nobre e como um serviço aos irmãos.
O outro é Henrique Rosa, mais conhecido porque exerceu interinamente o mandato de Presidente da República da Guiné-Bissau durante dois anos (2003-2005). É um cristão empenhado, que deu prova de saber dirigir o país em tempos calamitosos. Apresentando-se como “independente” - quer dizer não tendo o apoio de nenhum partido - tem uma tarefa mais difícil em relação aos outros candidatos. A todos dois os nossos votos de boa campanha.
segunda-feira, 12 de março de 2012
A JUFRA em plena expansão
No mundo franciscano guineense a JUFRA (= Juventude Franciscana) começa a ter nome e legitimidade. Trata-se de jovens, rapazes e raparigas, que sentem a vocação a viverem o Evangelho segundo a espiritualidade de S. Francisco. Na nossa paróquia já houve um primeiro grupo que, em Novembro de 2010, decidiu dar este passo em frente.
Aquele primeiro grupo “contagiou” outros jovens, ao ponto que, ontem, um segundo grupo de 65 jovens (quase todos da paróquia) fez a sua “promessa de vida evangélica”. Foi uma cerimónia muito linda e comovedora. Via-se nos olhos deles uma grande alegria. Davam a impressão de jovens decididos e determinados, prontos a empenhar a sua vida pela fraternidade universal. Merecem o nosso encorajamento e a nossa oração.
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