Sou frade franciscano, missionário na Guiné-Bissau desde 1993. Com este blogue quero informar sobre a vida nas nossas missões franciscanas espalhadas em África, em particular na Guiné-Bissau.
sábado, 1 de setembro de 2012
Acabou o curso de formação dos catequistas de Brá
domingo, 26 de agosto de 2012
O grupo IRIS visita os presos de Mansoa
O grupo artístico IRIS não para de suscitar admiração. No último fim-de-semana decidiram exibir-se para os presos da prisão de Mansoa, levando-lhes uma mensagem de esperança e de confiança. Os cerca de 30 presos que lá estavam agradeceram do fundo do coração pelo gesto de simpatia. O grupo tinha programado também uma visita-espetáculo numa discoteca local, mas o projeto não pôde realizar-se. O grupo, no entanto, ficou satisfeito com a visita.
quinta-feira, 16 de agosto de 2012
Assembleia Geral Constituinte da Rádio Sol Mansi
Para quem a não conhece, a Rádio Sol Mansi (sol mansi in crioulo significa "o sol já levantou") é uma rádio de inspiração católica, que nasceu em 2001 em Mansoa como rádio comunitária, tendo como objectivo a promoção da paz na Guine-Bissau. Atualmente ela é a rádio privada mais escutada no país.
Hoje, 16 de agosto, a RSM viveu um momento importante da sua vida com a primeira Assembleia Geral Constituinte, cujo objetivo era a aprovação dos Estatutos. O encontro teve lugar no salão nobre da Cúria Diocesana de Bissau, contando com a presença dos dois Bispos da diocese de Bissau e de vários representantes das duas dioceses: os dois ecónomos, os representantes dos dois Conselhos presbiterais, os Delegados de cada sector, os coordenadores das Comissões Justiça e Paz, alguns representantes leigos e religiosos e os Coordenadores de 3 Estúdios da RSM (Mansoa, Bissau e Bafata).
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Em visita às
instalações da RSM
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Para mais informaçoes, consultar: www.radiosolmansi.org
domingo, 5 de agosto de 2012
Pierre, o difícil caminho da conversão
Conheço o Pierre desde sempre. Encontrei-o na MACA (= maison d’arrêt et de correction de Abidjan),
a maior prisão da Costa de Marfim e provavelmente da África ocidental no ano
2000. Ele estava a descontar uma pena para assalto à mão armada. Tornamo-nos amigos. Aquando da sua saída,
ajudei-o a encontrar um trabalho e um alojamento naquela cidade. Mas era
extremamente difícil com aquele passado de delinquente a pesar sobre ele. Foi assim
que abrimos juntos um “centro de acolhimento” para antigos presos, numa zona
rural, onde eu tinha recebido alguns terrenos em usufruto.
Decidimos também fundar uma associação, que foi baptizada com
o nome de “Fondation Djasso” (a
palavra djasso em língua local
significa “levanta-te”, “retoma o caminho”). Queríamos oferecer a possibilidade
a muitos presos de levantar-se, de retomar o bom caminho.
A experiência durou apenas
dez meses, porque no entanto eu tinha acabado o meu mandato na Costa de Marfim
e devia regressar a Guiné-Bissau.
| Diante do centro de acolhimento da "Fondation Djasso" |
Continuamos a ficar em contacto, embora - por parte de
Pierre - fosse quase exclusivamente para pedir ajuda. Ele veio visitar-me duas
vezes, em 2007 e duas semanas atrás. Em 2007, o seu objectivo era de ir à Europa. Eu devia arranjar-lhe um
visto, coisa extremamente difícil para mim. A segunda vez, há 10 dias, veio
para anunciar-me que queria mudar de vida. Estava a jejuar, como e com os
muçulmanos (este é o mês do Ramadão), para
mostrar que estava sinceramente arrependido e queria acabar com a sua vida de delinquência.
O seu esforço parecia-me sincero. Ele até me comoveu: comia muito
pouco, dormia no chão. No domingo veio à
missa connosco. A certo ponto, chegou a dizer que queria ficar aqui na Guiné,
porque “se sentia à vontade
connosco”, não queria voltar para “a sua velha vida de banditismo”.
O encanto durou menos de uma semana. Na 4ª-feira passada,
ele desapareceu … levando o nosso aparelho digital. Tentei chamá-lo no seu móvel,
mas sem resultado. Onde estará ele neste momento? A sua conversão era sincera? Terá
ele a coragem de chamar de novo? Tantas perguntas, mas nenhuma resposta, por
enquanto. Eu continuo a rezar por ele, para que ele encontre finalmente a paz
e a estabilidade na sua vida.
segunda-feira, 30 de julho de 2012
O p. Andrea Balbo partiu para o céu
O p. Andrea
pertencia à nossa província franciscana de Veneza. No entanto, ele viveu a
maior parte da sua vida de religioso fora da província, tendo sido autorizado a
viver em Roma, no centro mundial do Movimento dos Focolares, como “Assistente
mundial dos religiosos” deste movimento. A própria fundadora, Chiara Lubich, lhe
pediu para que fosse o responsável dos religiosos a nível mundial. Deu-lhe também um nome novo: P. Novo.
Tinha 89 anos, no
último período da sua vida estava em Saccolongo (Padova), na nossa enfermaria
provincial, onde estava lentamente apagando-se.
Eu tive a
possibilidade de conhecé-lo pessoalmente e agradeço a Deus por isso. Era um
homem de grande profundeza espiritual, um homem “sábio”, que procurava em tudo o
essencial. Gostava de repetir: “Peguem teso! Aguentem!”.
Para um perfil sobre a sua pessoa, veja-se o link: http://www.focolare.org/it/news/2012/07/29/arrivederci-padre-novo/ (em italiano).
Para um perfil sobre a sua pessoa, veja-se o link: http://www.focolare.org/it/news/2012/07/29/arrivederci-padre-novo/ (em italiano).
domingo, 15 de julho de 2012
Obrigado, fr. Vicente
![]() |
| Fr. Vicente com Miguel e Nené (família da comunidade S. Clara) |
O fr. João Dias Vicente, OFM português, mais conhecido como p. Vicente, decidiu regressar a Portugal
depois de 36 anos de serviço missionário na Guiné-Bissau. É com o coração cheio
de gratidão mas também de tristeza que escrevemos estas linhas. O p. Vicente
foi durante muitos anos uma referência para todos os guineenses: cristãos,
franciscanos, adeptos de outras religiões. O bem que ele fez e incalculável. Só
Deus poderá recompensá-lo para isso. A nós o dever de fazer tesouro dos seus
ensinamentos é de rezar por ele.
Eis aqui um resumo, feito por ele, de algumas datas
importantes da sua vida.
Fr. JOÃO DIAS VICENTE
1.
Dados de base:
·
Filho
de Francisco Vicente e Ana da Conceição (já falecidos), nasceu em Vila de Rei
(Portugal), a 17-7-1939.
·
Fez
o Noviciado na Província franciscana de Portugal, em Varatojo (Torres Vedras)
em 1955, e a profissão temporária em 15-8.1956. Fez depois a profissão solene,
em Varatojo (Portugal), em 08-12-1960, sendo ordenado sacerdote em Lisboa, em
21.07-1963).
2.
Antes da vinda para a Guiné-Bissau (1963-75):
a)- Estudos
superiores:
- Bacharelato em
Filosofia, na Universidade Católica de Toulouse (França): 1964.
- Licenciatura em
História, na Faculdade de Letras de Lisboa (1965-1969).
b)- Serviço
militar:
capelão da Marinha portuguesa, no norte de Moçambique (Lago Niassa, 1970-1972).
3.
Após vinda para a Guiné-Bissau (1975-2012):
a)- Chegada à
Guiné-Bissau: 11-11-1975.
b)- Nos Franciscanos
(em Bissau e Brá):
- Superior da Fundação Franciscana Portuguesa
(1984-1988)
- Delegado do Ministro Geral para a
África Ocidental (1986-1989)
- 1º Custódio da Custódia
“S.Francisco de Assis” da Guiné-Bissau (2005-2009)
- Guardião e Mestre de Professos
temporários em Brá (2009-2012).
)- Na Cúria Diocesana
de Bissau:
- Vigário Geral (1988-2001)
d)- Atividades
académicas ou literárias:
-
ensino (História e Latim) no Liceu Kwame N’Krumah (1975-1989)
- Colaboração na
implantação do Arquivo Histórico do INEP (Instituto Nacional de Estudos e
Pesquisa), em Bissau: 1989.
-
participação nos Colóquios históricos de Cacheu (1988), Bolama (1990) e Bissau
(1997), com alguns trabalhos de investigação histórica sobre o passado da
Evangelização na Guiné-Bissau, com particular interesse pela atividade dos
Franciscanos e pelo conhecimento de alguns sacerdotes naturais da Guiné-Bissau
antes da Independência do país.
![]() |
| O grupo IRIS oferecendo um pano |
![]() |
| Com algumas famílias da paroquia de Bra |
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