O p. Alphonse Seck, vigário geral da Diocese de Dakar e responsável pela Comissão Interterritorial Justiça, Paz, Direitos humanos e Desenvolvimento (CIJPDhD) da nossa conferência episcopal, acompanhado de dois leigos empenhados na área dos direitos humanos, visitou na semana passada a nossa diocese no quadro de uma parceria com a União Europeia com vista a preparar as próximas eleições presidenciais no nosso país. Ele nos ofereceu a sua experiência como coordenador dos 850 observadores independentes que a Igreja preparou e enviou no terreno aquando das eleições no Senegal, onde saiu vencedor o novo presidente Macky Sall.
As eleições neste país foram elogiadas pela sua transparência e honestidade.
Sou frade franciscano, missionário na Guiné-Bissau desde 1993. Com este blogue quero informar sobre a vida nas nossas missões franciscanas espalhadas em África, em particular na Guiné-Bissau.
sábado, 9 de novembro de 2013
segunda-feira, 21 de outubro de 2013
Início do novo ano académico no seminário maior diocesano
Esta manhã, uma
solene celebração eucarística, presidida pelo D. José Câmnate, bispo de Bissau,
deu oficialmente início ao novo ano letivo no seminário maior diocesano.
Estavam também presentes os outros dois bispos, D. Pedro Carlos Zilli e D. José
Lampra Cá, e numerosos sacerdotes. Pela ocasião foram administrados os ministérios
do acolitado e leitorado a alguns seminaristas das duas dioceses de Bissau e de Bafatá;
para um seminarista houve a “tomada de batina”. No fim da celebração, D. José
agradeceu todos os presentes e pediu orações pelos seminaristas, para que
possam chegar ao fim da sua caminhada e ajudar assim a Diocese, que está a
sofrer neste momento pela falta de padres.
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| Foto de grupo no fim da celebração |
segunda-feira, 14 de outubro de 2013
Outubro, mês missionario
Na Igreja Católica, o mês de Outubro é considerado o “mês missionário”. Pela ocasião, o papa Francisco publicou uma Mensagem no dia 19 de Maio (Pentecostes). Desta mensagem quero citar agora uma passagem significativa e reveladora dos sentimentos do papa sobre este assunto: “Toda a comunidade é «adulta», quando professa a fé, celebra-a com alegria na liturgia, vive a caridade e anuncia sem cessar a Palavra de Deus, saindo do próprio recinto para levá-la até às «periferias», sobretudo a quem ainda não teve a oportunidade de conhecer Cristo. A solidez da nossa fé, a nível pessoal e comunitário, mede-se também pela capacidade de a comunicarmos a outros, de a espalharmos, de a vivermos na caridade, de a testemunharmos a quantos nos encontram e partilham connosco o caminho da vida.” (n. 1) Mais para frente, ele afirma claramente que a missionariedade faz parte essencial da vida cristã e que “todos somos enviados pelas estradas do mundo para caminhar com os irmãos, professando e testemunhando a nossa fé em Cristo e fazendo-nos arautos do seu Evangelho.
Na nossa paróquia decidimos lançar a catequese em cinco novas tabancas (= aldeias) apesar dos nossos
muitos limites (poucos catequistas, distancias do centro da missão,
insuficientes meios de transporte, estradas impraticáveis), na certeza de que
isso vai dar novo vigor e entusiasmo às comunidades mais antigas. É um risco
que estamos a correr, mas o próprio S. Francisco de Assis nos deu o exemplo. No
inicio do movimento franciscano, quando havia só oito irmãos, foram dois a dois
pelos quatro cantos do mundo. Trata-se para nós de apostar mais na força do
Espírito Santo do que nos nossos meios humanos. Citando mais uma vez papa
Francisco, “É justamente o Espírito Santo que guia a Igreja neste caminho.” (n.
4).
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| Visita à comunidade de N'Tchangue |
sexta-feira, 4 de outubro de 2013
Ano lectivo comprometido na Guiné-Bissau
Na primeira página do No Pintcha (jornal filo-governativo) de 3 de Outubro, lê-se este título: "Governo promete ano lectivo sem interrupções", enquanto o sub-título declara: "Ano escolar arranca com greve de 77 dias". Sinceramente, não se sabe se rir-se ou chorar....
Como no ano passado, o novo ano lectivo começa mal, tendo os dois sindicatos dos professores declarado uma greve até a 15 de Dezembro em todas as escolas públicas. Pobres alunos e estudantes!
Claro que os professores têm o direito de reclamar o pagamento dos seus salários em atraso (9 meses para os novos ingressos e 7 para os contratados), mas porque é que se recorre sempre e só às greves para resolver estes problemas, cujas vitimas inocentes são - mais uma vez - as camadas mais jovens do país?
Além disso, é preciso dizer que este governo não tem praticamente nenhum poder de contratação, sendo muito fragilizado e limitado, para não falar do fato que foi abandonado pela comunidade internacional. Noutras palavras, os sindicatos não têm um interlocutor capaz de responder às suas revendicações.
Portanto, eu penso que as greves não têm sentido neste momento, pelo contrário, estão a comprometer o futuro do País, não garantendo aos seus jovens uma boa instrução e educação. Corremos o risco de ter nos próximos anos uma multidão de pessoas incompetentes, e só uma minoria de profissionais competentes (os que tiveram a chance de estudar numa escola privada). As escolas privadas são uma solução temporária, mas não podem em nenhum caso substituir a missão da escola pública.
Como no ano passado, o novo ano lectivo começa mal, tendo os dois sindicatos dos professores declarado uma greve até a 15 de Dezembro em todas as escolas públicas. Pobres alunos e estudantes!
Claro que os professores têm o direito de reclamar o pagamento dos seus salários em atraso (9 meses para os novos ingressos e 7 para os contratados), mas porque é que se recorre sempre e só às greves para resolver estes problemas, cujas vitimas inocentes são - mais uma vez - as camadas mais jovens do país?
Além disso, é preciso dizer que este governo não tem praticamente nenhum poder de contratação, sendo muito fragilizado e limitado, para não falar do fato que foi abandonado pela comunidade internacional. Noutras palavras, os sindicatos não têm um interlocutor capaz de responder às suas revendicações.
Portanto, eu penso que as greves não têm sentido neste momento, pelo contrário, estão a comprometer o futuro do País, não garantendo aos seus jovens uma boa instrução e educação. Corremos o risco de ter nos próximos anos uma multidão de pessoas incompetentes, e só uma minoria de profissionais competentes (os que tiveram a chance de estudar numa escola privada). As escolas privadas são uma solução temporária, mas não podem em nenhum caso substituir a missão da escola pública.
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| Início do ano lectivo 2013-2014 em Nhoma |
| Alunos da escola "S. Bernardino de Sena" durante uma palestra |
terça-feira, 1 de outubro de 2013
"Rete Guinea-Bissau" envia um pedido de ajuda
Carissimi
amici della Guinea Bissau, a
nome del Presidente e del Consiglio Direttivo, trasmetto la lettera che abbiamo
ricevuto dai Vescovi di Bissau e di Bafatà, relativa al “ Fondo Sacerdoti Guineani “
da Essi costituito ed affidato alla “ Associazione Rete Guinea Bissau onlus
“ ( rete Gi.Bi. ) per la realizzazione.
Noi
siamo onorati della Loro scelta che conferma e rafforza il motivo che – già
dalla fine degli anni ’90 - aveva dato origine alla nostra associazione con
l’obiettivo di “ far si che la Chiesa di
Guinea Bissau possa crescere e sviluppare tutte le attività proprie di ogni
normale Diocesi, a favore dellepopolazioni delle quali è al servizio “. ( art. 1 dello statuto )
Non
insistiamo sulla urgenza e sulla importanza della cooperazione richiesta dai
Vescovi a tutti i gruppi di amici della Chiesa e della gente di Guinea Bissau. Il
compito nostro, ora,è quello di divulgare la iniziativa, coinvolgendo tutti i gruppi,
le singole persone, le associazioni e le istituzioni di ogni genere, che già
collaborano con il cammino di crescita in umanità dei nostri amici guineani o
che intendono farlo da ora in avanti. Con
il passare degli anni, tale “ Fondo Sacerdoti Guineani “ crescerà di
importanza, e diventerà il segno credibile di quella cooperazione e scambio tra
le Chiese che sta alla base dello “ stile di missione “ che Papa Francesco con insistenza propone ai cattolici, sia con
le parole che con il suo esempio.
Per
quanto ci riguarda, vi terremo informati circa l’andamento del “ Fondo “ e – a
tempo debito – invieremo a ciascun offerente la necessaria documentazione per
la detraibilità al momento della dichiarazione dei redditi.
Ecco
l’IBAN dell’ "Associazione Rete Guinea
Bissau onlus" :
IT 60 TO 6225117310 00000 700030 presso Cassa di Risparmio del Veneto - Corso
Milano 119 – Verona – CAUSALE“ fondo sacerdoti Guineani “ –
segnalando indirizzo postale personale per invio documentazione.
Assieme
a quello dei Vescovi, esprimiamo anche il nostro grazie anticipato, confidando
nella cordiale accoglienza della proposta, e nella felice continuazione della cooperazione missionaria che sentiamo
come parte essenziale del nostro “ d.n.a. “ . Assieme al Presidente ed il
Consiglio Direttivo, Buon Cammino a tutti.
Sac.
Sergio Marcazzani
Verona
24 settembre 2013
NOTABENE: Per riflettere
assieme sui dettagli dell’iniziativa ed approfondirne i diversi aspetti
organizzativi, il Presidente ed il Consiglio Direttivo di Rete Gi.Bi. sono
lieti di incontrare i responsabili dei vari gruppi e tutti coloro che lo
desiderano, al CUM di Verona ( lungadige
Attiraglio 45, c/o Centro Carraro )
sabato 26 ottobre alle 15.00 . Fin d’ora un “ Grazie “ cordialissimo.
A fraternidade de Nhoma acolhe cinco postulantes franciscanos
A nossa fraternidade acolheu no passado dia 18 de Setembro cinco novos postulantes para um ano de formação na nossa casa. Para os que não são familiares com a vida franciscana, lembra-se que o ano de postulantado é o primeiro ano de "formação inicial".
Eis os seus nomes: Elísio Augusto Landim, Juliano Correia Djú, Nho Sirnaté Quadé, Sergio Armando Quantcham, Soares Mário Insumbo. Aos cinco jovens os nossos votos de boa caminhada com os franciscanos!
Eis os seus nomes: Elísio Augusto Landim, Juliano Correia Djú, Nho Sirnaté Quadé, Sergio Armando Quantcham, Soares Mário Insumbo. Aos cinco jovens os nossos votos de boa caminhada com os franciscanos!
quinta-feira, 26 de setembro de 2013
Diocese de Bissau faz programação do ano pastoral
A nossa diocese esteve reunida durante dois dias (25 e 26 de Setembro) para a sua habitual programação anual. Estavam presentes cerca de 70 pessoas entre padres, irmãs e leigos juntamente com os dois bispos. O primeiro dia foi consagrado essencialmente à análise da situação socio-política do país, com a ajuda dum analista político na pessoa do Dr. Apolinário, que traçou um quadro completo e claro do estado preocupante em que se encontra a Guiné-Bissau neste momento. Segundo o orador, a Guiné está a passar um dos momentos mais negros da sua história, devido ao abandono da comunidade internacional e ao impasse no que diz respeito às eleições.
A seguir, foi feita uma rápida apresentação das decisões tomadas nas precedentes assembleias do pessoal missionário (1987 e 1991) e diocesanas de pastoral (1996, 2001, 2008), através dum power-point, e começou-se a refletir sobre os critérios de avaliação do caminho percorrido até agora pela diocese. Esta avaliação vai ocupar os agentes da pastoral durante todo o ano pastoral e na base dos resultados obtidos tomar-se-à a decisão se será necessário organizar uma nova assembleia diocesana de pastoral ou não. Isto porque o programa da diocese, que cobria os anos 2008-2014, chegou ao seu termo e portanto trata-se agora de decidir se relançar o mesmo programa (com algumas mudanças) ou repartir com uma nova assembleia fixando novos objetivos.
Foi também escolhido o lema para o ano: "Caminhemos à luz da fé", que alude ao título da última enciclica publicada (A luz da fé).
A seguir, foi feita uma rápida apresentação das decisões tomadas nas precedentes assembleias do pessoal missionário (1987 e 1991) e diocesanas de pastoral (1996, 2001, 2008), através dum power-point, e começou-se a refletir sobre os critérios de avaliação do caminho percorrido até agora pela diocese. Esta avaliação vai ocupar os agentes da pastoral durante todo o ano pastoral e na base dos resultados obtidos tomar-se-à a decisão se será necessário organizar uma nova assembleia diocesana de pastoral ou não. Isto porque o programa da diocese, que cobria os anos 2008-2014, chegou ao seu termo e portanto trata-se agora de decidir se relançar o mesmo programa (com algumas mudanças) ou repartir com uma nova assembleia fixando novos objetivos.
Foi também escolhido o lema para o ano: "Caminhemos à luz da fé", que alude ao título da última enciclica publicada (A luz da fé).
| O dr. Apolinário durante a sua intervenção |
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