sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Franciscanos em retiro e celebrando o “Dia franciscano”




A família franciscana organizou mais um retiro espiritual em N’Dame para os religiosos e religiosas, de 30 de agosto e 4 de setembro. Os participantes foram 36 (um pouco menor que no ano passado), a orientadora foi a ir. Maria Amelia Castro, franciscana hospitaleira de nacionalidade portuguesa. Ela escolheu como tema: “Reviver o sonho de Francisco e Clara de Assis”. Foi um retiro de muito silêncio, mas também muito vivo, animado, graças em particular às canções da ir. Maria Amélia, que é cantora e já gravou muitas composições em Portugal. Com a sua vitalidade e simpatia, ela nos convidou a sonhar em grande, porque Francisco e Clara foram grandes sonhadores e “quem não tem sonhos não tem objetivos”.
No dia seguinte houve o “Dia franciscano” com os nossos irmãos e irmãs da OFS e da JUFRA, que se juntaram a nós vindos das diferentes paróquias. Foi um momento de partilha e de festa muito bonito. Voltamos para casa com mais entusiasmo e decisão em espalhar o carisma da fraternidade e da alegria.

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Chegou o fr. André Nama



Depois da saída do fr. Etienne N’Tambwe (que passou três anos connosco), a nossa Custodia acaba de receber um outro frade da Província de S. Bento o Africano (RD do Congo): o fr. André Nama. Ele foi missionário no Moçambique durante oito anos, no fim dos quais regressou ao país para ser mestre dos postulantes no Postulantado de Ndakata. Ele chegou à Guiné-Bissau no dia 8 de setembro de 2015 e se encontra atualmente na fraternidade de Canchungo na qualidade de administrador paroquial.

sábado, 15 de agosto de 2015

Haverá nunca paz para a Guiné-Bissau?



O triste cenário a que estamos habituados há muito tempo repetiu-se mais uma vez: o governo do Eng° Domingos Simões Pereira, depois de apenas um ano de governação, foi derrubado pelo Presidente da República sem motivo aparente. Porquê?

Os comunicados publicados de parte e outra falam de desonestidade, falta de transparência, corrupção, nepotismo, desacordos entre presidente e primeiro-ministro sobre a linha adotada pelo governo, etc. Acusações pesadas, inacreditáveis, tendo em conta que os dois são membros do mesmo partido, coabitaram juntos durante um ano inteiro sem grandes problemas.
É difícil para nós, gente simples do povo, entender porque é que os dois maiores representantes do povo, que militam no mesmo partido e gozam da simpatia e do apoio da comunidade internacional, não consigam entender-se.
Parece-me sabia a posição dos membros das Nações Unidas que, num comunicado publicado hoje depois duma reunião em que foi debatida também a situação na Guiné,
apelam “aos líderes para dialogarem e chegarem a um consenso para a resolução da crise que sirva os interesses do povo da Guiné-Bissau.

Sempre segundo o comunicado, o Conselho de Segurança da ONU pede a todas as partes para permanecerem "calmas" e apela às forças de segurança, sociedade civil e líderes políticos para "continuar a agir de forma pacífica em conformidade com a Constituição e o Estado de Direito".



segunda-feira, 27 de julho de 2015

Obrigado, fr. Paulo



No domingo passado, dia 26 de Julho, a comunidade paroquial da Catedral, juntamente com muitos fiéis vindos das outras paróquias e com os frades franciscanos, celebrou uma s. Missa de agradecimento ao Senhor pelo longo serviço prestado pelo fr. Paulo Duarte à Igreja da Guiné. 


O fr. Paulo Maurício Duarte Rodrigues não precisa de apresentações. Franciscano português, ele foi durante trinta e um anos um fiel servidor da diocese e da nossa custódia franciscana, que ele serviu como secretário, conselheiro, ecónomo, diretor de escola, redator da revista Sol mansi, etc. Ele é conhecido sobretudo pelo seu largo sorriso, a voz forte e poderosa (não precisava de micros para falar), a sua proverbial e inconfundível gargalhada.
Nos últimos anos pediu de ser ordenado diácono (permanente), para melhor servir a paróquia da Sé-Catedral, o que lhe foi concedido. Neste novo ministério, ele pôde assistir melhor a Igreja e a comunidade paroquial distribuindo a graça de Deus através da celebração da palavra e dos sacramentos. Mas ele desempenhou também muitas tarefas na diocese, como coordenador de algumas comissões (vocações, catequese, etc.) e como responsável da livraria Paz e bem. Um serviço muito particular que o fr. Paulo desempenhou com muita fidelidade e precisão foi a impressão do Anuário diocesano e de inumeráveis outros subsídios a ele solicitados pelos diferentes organismos da diocese.
Obrigado, fr. Paulo, pela tua simpatia, o teu sorriso inconfundível, o espirito de serviço, a disponibilidade. Vai ser difícil encontrar uma outra pessoa com todas as tuas qualidades. Nunca iremos esquecer-te.

terça-feira, 7 de julho de 2015

O fr. Eugénio Sirch regressa à Italia



No dia 6 de julho passado, Fr. Eugénio Sirch, frade menor e missionário na Guiné-Bissau, regressou à Itália. O “patriarca” (como foi definido por alguns) decidiu voltar para casa depois de 43 anos de vida missionaria, dos quais os últimos 35 na missão de Nhoma, da qual foi fundador, construtor e primeiro pároco. Ele próprio explicou à comunidade paroquial, na s. missa de despedida (celebrada no dia 5) que a decisão foi tomada “com sofrimento” e “essencialmente por causa de motivos de saúde”.
Fr. Eugénio, frade menor da província franciscana de s. António de Pádua, com sede em Veneza (Itália), tinha chegado à Guiné-Bissau em 1972. Depois de um período de sete anos em Cumura, onde se ocupava principalmente de doze escolas missionarias, foi enviado pelos superiores a fundar uma nova missão em Nhoma, no setor administrativo de Nhacra, a 25 km. da capital Bissau. Desta nova missão ele foi o “pioneiro” em todos os sentidos, pois não existia absolutamente nada: tudo era “mato”.
Durante alguns anos ele viveu sozinho, fazendo comunidade com o “engenheiro” (um homem grande de Nhoma que morava com ele). As irmãs franciscanas missionárias do Coração Imaculado de Maria só chegaram em 1986. Durante muito tempo ele foi o mestre dos postulantes e, a partir de 1986, o primeiro pároco da paróquia de Nossa Senhora da Paz, em Nhoma.
Com a ajuda preciosa do grupo missionário de Cordenons, ele conseguiu construir primeiro a igreja de Nhoma (1991), depois o centro sanitário (2003) e finalmente as escolas de ensino básico e secundário de Nhoma (2006) e a de ensino básico de Quidé (2011).
Fr. Eugénio deixa a imagem de um construtor incansável, mas também de um pastor zeloso e uma pessoa sensível para com os pobres e necessitados. Obrigado, fr. Eugénio, e os nossos votos pela tua nova missão.