quarta-feira, 16 de setembro de 2015

A diocese reunida para programar o novo ano pastoral




A nossa diocese está neste momento reunida para programar o novo ano pastoral. No dia de ontem (15 de setembro) foram abordados os temas pastorais que irão marcar este ano: o Jubileu extraordinário da misericórdia, lançado pelo papa Francisco (que vai iniciar a 8 de dezembro de 2015) e o Ano da reconciliação, promovido pelo SCEAM (=Simpósio das Conferências Episcopais de África e Madagáscar) que já está a correr, tendo sido lançado a 29 de junho. Houve também uma palestra sobre a nova Encíclica do papa Francisco “Laudato sii”, brilhantemente apresentada pelo p. João Martelli.
No dia de hoje (16 de setembro), dois espertos, o sociólogo Miguel de Barros e o jurista José António Mendes Pereira, ajudaram a assembleia a melhor perceber a atual situação sociopolítica marcada pela instabilidade e a incerteza. A impressão geral dos participantes é que o país está ainda numa fase de turbulência muito grande, da qual não se vê a saída. As forças politicas e a sociedade civil em geral estão a pedir que seja assinado um “pato de estabilidade politica” entre os vários actores implicados. A mediação da CEDEAO pode revelar-se fundamental nesta fase tão delicada da vida do pais. Mas a Igreja catolica também tem o seu papel a desempenhar na tentativa de resolução da crise, quer dialogando com as autoridades politicas quer sensibilizando as consciências. 



sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Franciscanos em retiro e celebrando o “Dia franciscano”




A família franciscana organizou mais um retiro espiritual em N’Dame para os religiosos e religiosas, de 30 de agosto e 4 de setembro. Os participantes foram 36 (um pouco menor que no ano passado), a orientadora foi a ir. Maria Amelia Castro, franciscana hospitaleira de nacionalidade portuguesa. Ela escolheu como tema: “Reviver o sonho de Francisco e Clara de Assis”. Foi um retiro de muito silêncio, mas também muito vivo, animado, graças em particular às canções da ir. Maria Amélia, que é cantora e já gravou muitas composições em Portugal. Com a sua vitalidade e simpatia, ela nos convidou a sonhar em grande, porque Francisco e Clara foram grandes sonhadores e “quem não tem sonhos não tem objetivos”.
No dia seguinte houve o “Dia franciscano” com os nossos irmãos e irmãs da OFS e da JUFRA, que se juntaram a nós vindos das diferentes paróquias. Foi um momento de partilha e de festa muito bonito. Voltamos para casa com mais entusiasmo e decisão em espalhar o carisma da fraternidade e da alegria.

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Chegou o fr. André Nama



Depois da saída do fr. Etienne N’Tambwe (que passou três anos connosco), a nossa Custodia acaba de receber um outro frade da Província de S. Bento o Africano (RD do Congo): o fr. André Nama. Ele foi missionário no Moçambique durante oito anos, no fim dos quais regressou ao país para ser mestre dos postulantes no Postulantado de Ndakata. Ele chegou à Guiné-Bissau no dia 8 de setembro de 2015 e se encontra atualmente na fraternidade de Canchungo na qualidade de administrador paroquial.

sábado, 15 de agosto de 2015

Haverá nunca paz para a Guiné-Bissau?



O triste cenário a que estamos habituados há muito tempo repetiu-se mais uma vez: o governo do Eng° Domingos Simões Pereira, depois de apenas um ano de governação, foi derrubado pelo Presidente da República sem motivo aparente. Porquê?

Os comunicados publicados de parte e outra falam de desonestidade, falta de transparência, corrupção, nepotismo, desacordos entre presidente e primeiro-ministro sobre a linha adotada pelo governo, etc. Acusações pesadas, inacreditáveis, tendo em conta que os dois são membros do mesmo partido, coabitaram juntos durante um ano inteiro sem grandes problemas.
É difícil para nós, gente simples do povo, entender porque é que os dois maiores representantes do povo, que militam no mesmo partido e gozam da simpatia e do apoio da comunidade internacional, não consigam entender-se.
Parece-me sabia a posição dos membros das Nações Unidas que, num comunicado publicado hoje depois duma reunião em que foi debatida também a situação na Guiné,
apelam “aos líderes para dialogarem e chegarem a um consenso para a resolução da crise que sirva os interesses do povo da Guiné-Bissau.

Sempre segundo o comunicado, o Conselho de Segurança da ONU pede a todas as partes para permanecerem "calmas" e apela às forças de segurança, sociedade civil e líderes políticos para "continuar a agir de forma pacífica em conformidade com a Constituição e o Estado de Direito".