segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

Fr. Silvano regressou à casa do Pai

Na madrugada do primeiro dia de 2018, o fr. Silvano de Cao, depois de prolongada doença, nos deixou. Ele tinha nascido em Trissino (Italia) ao 24 de março de 1942. Muito cedo sentiu a vocação a ser frade franciscano entrando no seminário com 10 anos. Fez a profissão solene em 1965. No ano seguinte pediu para partir como missionário para a Guiné-Bissau. Chegou na Guiné a 28 de junho de 1967 juntamente com os freis Jorge Dalla Barba e Ernesto Bicego, enquanto estava em pleno curso a luta pela libertação nacional. Apesar das limitaçoes da guerra, o fr. Silvano continuou a sua obra de evangelizador, percorrendo as tabancas e levando medicamentos e géneros às povoaçoes duramente atingidas pelos combates.
Simples irmão leigo (= não sacerdote), o fr. Silvano era um verdadeiro missionário  "com a missão no sangue". Exerceu vários serviços, sendo uma pessoa polivalente: enfermeiro, carpinteiro, ecónomo e construtor. Passou longos anos em Quinhamel e Cumura. Nos últimos dois anos esteve em Nhoma, onde era ecónomo da fraternidade e chefe de obra.
Fr. Silvano era conhecido pela sua generosidade, simpatia e o trato afável e gentil. Tinha 75 anos de idade e estava em Itália desde o mês de abril para tratamento médico.


Motta di Livenza
Festa para os 50 anos de presença na Guiné.

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Jovens frades comprometem-se para sempre

No sábado passado, 25 de novembro, dois jovens frades guineenses, fr. Arlindo Có e fr. Lucas Alberto Djata, se comprometeram para sempre com a profissão solene na Ordem dos Frades Menores. A cerimónia, presidida pelo Bispo de Bissau, D. José Camnate na Bissign, contou com a presença de muitíssimos fiéis vindos de todos os cantos da Guiné.
Fr. Arlindo Có é natural de Bijimita (região de Biombo), enquanto fr. Lucas Djata é natural de Suzana. O fr. Arlindo já acabou os seus estudos (falta-lhe apenas apresentar o trabalho de memória) e foi destinado à fraternidade de Caboxanque. Por seu lado, o fr. Lucas está ainda a estudar e vive atualmente na fraternidade de Brá.



terça-feira, 14 de novembro de 2017

No lugar do ministro

Estou no Ledger Plaza Hotel em representação da cúria diocesana de Bissau na entrega dos diplomas aos finalistas da universidade lusófona. Eu pensava ficar no meio da gente, um pouco escondido, mas convidaram-me para a mesa de honra. E não no extremo, mas no meio: no lugar do ministro! Nunca teria imaginado de chegar tão alto! Felizmente que Jesus, no Evangelho de hoje, nos lembra que somos apenas "simples servidores" (Lc 17,10).
 

terça-feira, 7 de novembro de 2017

A missão de Blom



Depois de cinco anos em Nhoma, fui transferido para a missão de Blom, na região de Biombo. Não foi fácil aceitar, mas enfim aqui estou, desde o dia 20 de outubro de 2017. Vamos dizer alguma coisa sobre a minha nova missão.  
 Blom é uma missão franciscana fundada pelo fr. Gentile Baú no início dos anos 70. Para dizer a verdade, ele já tinha começado a visitar esta zona em 1957, estabelecendo a sua morada em Dorse. Daí ele tinha começado a organizar a evangelização nas tabancas (=aldeias) e a  seguir as escolas do Estado, que naquela altura eram confiadas aos missionários (escolas “rudimentares”). Só em agosto de 1972 ele passou a residir estavelmente em Blom, numa palhota muito pobre. Morava sozinho, mas quase todas as semanas ia a Cumura para visitar os confrades (e para buscar géneros alimentícios).
A comunidade de Blom é constituída por três frades: fr. Renato, guardião, fr. Boaventura, ecónomo e administrador paroquial (=pároco), fr. Ernesto, diretor da escola. Para além dos frades, há também uma comunidade de irmãs da congregação das Pequenas Filhas de S. José. São todas quenianas: Margareth, Elisabeth, Catherine e Lídia. Esta última acaba de chegar. Três raparigas guineenses, aspirantes à vida religiosa, completam a comunidade: Linda, Rosa e Maísa. 

Domingo 22 de outubro: apresentaçao oficial dos novos missionarios: ir. Lidia e fr. Renato


quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Irmãs franciscanas regressam a Bedanda



Depois de um ano e meio de ausência, as Irmãs Franciscanas de Cristo Rei decidiram regressar a Bedanda. Aconteceu no dia 24 de Setembro e o seu regresso contou com a presença do bispo, D. Pedro Carlos Zilli, que assim quis manifestar toda a satisfação e o apoio da diocese pela decisão corajosa das irmãs. Pelo momento só duas estão là: a ir. Maria Pia Garbui e a ir. Judite Mancebo. Também está là uma noviça a fazer o seu ano de experiencia pastoral. A comunidade local manifestou o seu contentamento com uma festa em que houve muita musica, danças e com uma s. Missa de agradecimento a Deus presidida pelo Senhor Bispo. 


sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Cinco postulantes entram em Nhoma

Como todos os anos, o novo grupo de jovens entrou no dia 18. A novidade deste ano é a presença de dois postulantes senegaleses: Jean Malick Sarr e Georges Sarr. Os outros três são guineenses: Sadam, Jorge e Medassi.
A sua entrada aconteceu durante a oração das vésperas, tendo sido presenciada pelo nosso Custodio, fr.Victor L. Quematcha e outros frades, entre os quais o animador provincial da Evangelização Missionaria, fr. Massimo Tedoldi.
Os dois senegaleses, apesar de ter chegado ainda no mês de agosto para a aprendizagem da língua, ainda não dominam nem o português nem o crioulo. Mas estão com boa vontade e já deram sinais de que sabem aprender rápido.


quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Peregrinação a pé a Madonna della Corona

Fiz uma peregrinação a um santuário mariano, juntamente com um grupo de pessoas da minha aldeia (Monte di Malo) e arredores. Éramos vinte ao todo. Foi de 18 a 20 de agosto deste ano. Maravilhoso! Fantástico! Inesquecível!
Quero ser claro: a gente andou a pé durante três dias, cobrindo uma distancia de cerca de 90 quilómetros. Mas não é tanto sobre isso que eu quero falar. Quanto sobre a experiência de andarmos juntos como grupo, como - espero que me entendam - igreja. Sim, eu fiz a experiência de caminhar com pessoas ordinárias, comuns, mas também com uma espiritualidade profunda, que me enriqueceram, mais, que me ajudaram a entender que Jesus está vivo, está no meio de nós. Naqueles três dias eu tive a impressão de que um outro estava no meio de nós: era uma presença discreta, invisível, mas real, palpável: Jesus! Eu tive a impressão de que Jesus andava connosco.

Obrigado a todos vós que me permitiram de viver esta experiência fantástica e até à próxima peregrinação. Daqui a dois anos.