quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Irmãs franciscanas regressam a Bedanda



Depois de um ano e meio de ausência, as Irmãs Franciscanas de Cristo Rei decidiram regressar a Bedanda. Aconteceu no dia 24 de Setembro e o seu regresso contou com a presença do bispo, D. Pedro Carlos Zilli, que assim quis manifestar toda a satisfação e o apoio da diocese pela decisão corajosa das irmãs. Pelo momento só duas estão là: a ir. Maria Pia Garbui e a ir. Judite Mancebo. Também está là uma noviça a fazer o seu ano de experiencia pastoral. A comunidade local manifestou o seu contentamento com uma festa em que houve muita musica, danças e com uma s. Missa de agradecimento a Deus presidida pelo Senhor Bispo. 


sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Cinco postulantes entram em Nhoma

Como todos os anos, o novo grupo de jovens entrou no dia 18. A novidade deste ano é a presença de dois postulantes senegaleses: Jean Malick Sarr e Georges Sarr. Os outros três são guineenses: Sadam, Jorge e Medassi.
A sua entrada aconteceu durante a oração das vésperas, tendo sido presenciada pelo nosso Custodio, fr.Victor L. Quematcha e outros frades, entre os quais o animador provincial da Evangelização Missionaria, fr. Massimo Tedoldi.
Os dois senegaleses, apesar de ter chegado ainda no mês de agosto para a aprendizagem da língua, ainda não dominam nem o português nem o crioulo. Mas estão com boa vontade e já deram sinais de que sabem aprender rápido.


quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Peregrinação a pé a Madonna della Corona

Fiz uma peregrinação a um santuário mariano, juntamente com um grupo de pessoas da minha aldeia (Monte di Malo) e arredores. Éramos vinte ao todo. Foi de 18 a 20 de agosto deste ano. Maravilhoso! Fantástico! Inesquecível!
Quero ser claro: a gente andou a pé durante três dias, cobrindo uma distancia de cerca de 90 quilómetros. Mas não é tanto sobre isso que eu quero falar. Quanto sobre a experiência de andarmos juntos como grupo, como - espero que me entendam - igreja. Sim, eu fiz a experiência de caminhar com pessoas ordinárias, comuns, mas também com uma espiritualidade profunda, que me enriqueceram, mais, que me ajudaram a entender que Jesus está vivo, está no meio de nós. Naqueles três dias eu tive a impressão de que um outro estava no meio de nós: era uma presença discreta, invisível, mas real, palpável: Jesus! Eu tive a impressão de que Jesus andava connosco.

Obrigado a todos vós que me permitiram de viver esta experiência fantástica e até à próxima peregrinação. Daqui a dois anos.

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Franciscanos em retiro anual


A ir. Silvia introduz o "Dia franciscano"

Respeitando uma tradição consolidada, a família franciscana da Guiné realizou mais um retiro de 27 de Agosto a 2 de Setembro no centro de espiritualidade de N’Dame. Pela primeira vez o retiro era aberto também aos outros institutos religiosos presentes na Guiné-Bissau, uma novidade que fez com que havia bem 52 participantes! O tema do retiro era A evangelização franciscana na Guiné-Bissau. O pregador foi o fr. Victor Quematcha, nosso custódio. Segundo os testemunhos recolhidos, a gente gostou muito do tema, quer pela sua atualidade quer pela apresentação brilhante e bastante provocadora. 

O fr. Victor apresenta o tema
A procissão ofertorial (JUFRA de Antula)
 No dia sábado pois houve, em Brá, o “Dia franciscano” que reúne anualmente todos os franciscanos da Guiné, incluindo OFS e JUFRA. O memo fr. Victor apresentou um resumo do seu tema, focando alguns acontecimentos recentes que ocorreram nas nossas missões: Cumura, Quinhamel, Bedanda e Nhoma. Ele ressaltou o fato que estes acontecimentos nos obrigam a refletir sobre a nossa maneira de evangelizar, que não é sempre pura e transparente. De facto, às vezes o missionário/a missionária faz promessas e oferece apoios materiais, sem passar pela fraternidade, agendo de forma individual. O que gera ao longo do tempo expetativas falsas e atitudes farisaicas por parte dos assistidos, que vão à igreja e se aproximam dos sacramentos só para agradar ao padre ou à freira.



Momento de recreio com peça apresentada pela JUFRA

Ao meio-dia todos os participantes se uniram na igreja de Brá para a celebração eucarística, que foi magnificamente animada pela coral da JUFRA de Brá, enquanto o grupo JUFRA de Antula fez a procissão ofertorial. Na parte da tarde, o fr. Viriato (franciscano de Bra) coordenou um momento de recreio, onde intervieram a JUFRA e algumas irmãs que apresentaram algumas peças ligadas ao tema do retiro. Os participantes foram cerca de 120. Uma última palavra vai aos irmãos e irmãs que se ocuparam da cozinha, que foi ótima e abundante.  


O local escolhido (Brá) parece ter favorecido a participação, que foi muito superior à dos anos passados. 





segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Viajar no paraíso

Nestes dias de férias na Itália tenho a ocasião de descansar um pouco junto da minha família. Mas é também o tempo favorável para participar de cursos de formação, sobretudo no campo da espiritualidade.
O grupo dos africanos
E' neste quadro que estou nos montes Lessini, perto de Verona, participando de um encontro internacional de religiosos, promovido pela Obra de Maria (movimento dos Focolares). Somos 65 participantes, dos quais a maior parte vem de Europa, mas há também alguns dos continentes. De África somos seis missionários. A casa que nos hospeda é muito acolhedora e os temas muito interessantes e de grande atualidade. Entre os participantes há Jesus Moran (co-presidente da Obra), Fabio Ciardi (OMI, professor de teologia da vida consagrada) e muitos outros. Tenho, aliás, temos a impressão de viajar ... no paraíso, tanto é forte o clima de unidade espiritual que existe entre nós.
Vai ser difícil a descida do monte (estamos a m. 880) quando o encontro acabar, daqui a três dias. 



O grupo dos participantes
P. Fabio Ciardi


quinta-feira, 20 de julho de 2017

Fr. Silvano de Cao e fr. Ernesto Bicego celebram 50 anos de vida missionária

Fr. Mario Favretto (ministro provincial), fr. Ernesto, fr. Silvano e 
fr. Victor (custodio)








Foi no longínquo 28 de junho de 1967 que os nossos dois frades chegaram à Guiné, em plena guerra de libertação.
Fr. Silvano com o seu irmão e as suas irmãs 


Foto de grupo no fim da celebração eucarística com alguns antigos
missionarios na Guiné: fr. Giulio Baratto, fr. Ciro Centis, 
fr. Eugenio Sirch, fr. Fortunato de Pellegrin e p. Sergio 
Marcazzani (diocesano)
Os primeiros anos, como se sabe, são sempre difíceis. Os nossos dois confrades, novos e cheios de entusiasmo, não tinham medo dos desafios que deviam enfrentar: uma guerra civil em curso, uma carpintaria e uma oficina mecânica a abrir (na missão de Cumura), a visita e a evangelização nas tabancas onde a gente estava ainda muito agarrada às práticas da religião tradicional. Eles merecem de verdade o titulo de "antigos combatentes", não só porque fizeram a luta de libertação, mas também porque tiveram de sofrer todas as canseiras e sofrimentos típicos da vida missionaria num país pobre como a Guiné.

Nas diferentes missões onde passaram (Cumura, Quinhamel, Blom, Nhoma) deram testemunho de pobreza franciscana, de amor aos pobres, de ardor apostólico. 
Ao longo dos anos tiveram de construir capelas, escolas, dispensários; preparam muita gente ao exercício duma profissão (carpintaria, oficina mecânica). Ainda hoje o fr. Ernesto está a construir uma nova escola (de ensino secundário) na missão de Blom. O testemunho de vida que deram, o bem que fizeram não pode ser calculado.
P. Eugenio Sirch, um outro antigo combatente,com duas senhoras 
guineenses

Neste momento o fr. Silvano está na Itália onde está a seguir tratamento médico, mas o seu coração está virado para África, onde ele espera voltar o mais cedo possível. E’ isso que acontece com os verdadeiros missionários, que ficam “perdidos” quando regressam à sua própria terra de origem.